Ano a ano, Curitiba fica menos vulnerável aos efeitos das fortes chuvas. Durante a gestão Rafael Greca, o Departamento de Pontes e Drenagem da Secretaria Municipal de Obras Públicas já executou 17 obras, outras 11 intervenções estão em andamento e mais ainda irá começar em bacias formadas por rios e córregos da cidade.

Da implantação de estruturas de contenção e de facilitadores de correnteza (caso dos condutos forçados), passando pela ampliação e requalificação da rede de galerias de águas pluviais e por serviços de limpeza e desassoreamento que garantem vazão regular e evitam alagamentos, as intervenções priorizam a segurança e o bem-estar da população.

Desde 2017 e até o final do novo período de gestão, a Prefeitura aplicou e administrará um pacote de R$ 520 milhões em obras de macrodrenagem na cidade, cuja bacia hidrográfica tem uma abundância de rios e córregos.

“Proteger nossa gente dos estragos causados pelas inundações exige conhecimento dos pontos críticos da cidade, bons projetos, luta incansável por recursos para aplicar nas obras e responsabilidade na execução das mesmas”, disse Greca

“Avançamos nos últimos anos e temos muito a fazer nos próximos quatro anos, como é o caso da nova galeria da Rua Desembargador Westphalen. O projeto está sendo finalizado e logo teremos condições de realizar a licitação para contratar a empresa que fará o serviço.”

Rio Bacacheri

Um exemplo do efeito positivo de uma obra de drenagem pode ser tomado pela intervenção que está em andamento desde junho no Rio Bacacheri Mirim, no bairro Bacacheri, e deve terminar em sete meses. Mesmo sem que ainda seja possível sentir os resultados, a intervenção despertou a felicidade de moradores da região que já pensavam em se mudar para não mais sofrer com as enchentes. Alguns não tinham ânimo nem para cuidar dos seus jardins.

“Moro há 13 anos aqui e não consigo esconder minha alegria e satisfação. Era sofrido quando a chuva se anunciava e tínhamos que correr para levantar móveis. A água entrava em nossas casas, tomava a rua. Agora, vida nova e com dignidade, até anima de investir nos nossos imóveis”, revelou o músico Alex Sandro Ribeiro Pontes.

Manutenção

De acordo com o secretário municipal de Obras Públicas, Rodrigo Rodrigues, além das grandes obras de macrodrenagem, como é o caso do serviço para conter as cheias na Bacia do Rio Pinheirinho, que tem frentes de trabalho nos córregos Santa Bernadethe, Henry Ford e Vila Curtume e nos rios Vila Guaíra e Pinheirinho, e o perfilamento do canal e alinhamento do fundo do Rio Barigui, que foram executados ao longo de 22 quilômetros, o cuidado com a manutenção não pode faltar.

“Para que a água seja drenada após uma forte chuva, o sistema composto por bocas de lobo, galerias subterrâneas, córregos e rios devem estar limpos, desobstruídos e com estruturas preservadas para funcionar”, explica Rodrigues.

Entre janeiro de 2017 e novembro de 2020, 6.091 serviços de manutenção foram realizados. O trabalho em estruturas de contenção alcançou 2.097 metros. A implantação de galeria tubular (GAP) atingiu 25.589 metros. A limpeza e desassoreamento de rios, córregos e canais percorreu 172.425 metros. Essas ações são imprescindíveis e protegem os curitibanos das inundações.

Prefeitura implantou 26 passarelas e substituiu 50

Por meio do Departamento de Pontes e Drenagem da Secretaria Municipal de Obras Públicas, a Prefeitura também atuou para garantir o ir e vir das pessoas sobre pontes e passarelas.

Foram implantadas 26 passarelas de madeira e outras 50 foram substituídas.

Também foram feitas passarelas metálicas sobre o Ribeirão dos Padilhas, na Rua Campina da Lagoa, entre o Alto Boqueirão e o Sítio Cercado, e sobre o Arroio Boa Vista, nas proximidades da Rua Etelvina Maria da Silveira Coelho, no Sítio Cercado. Outra foi implantada na Rua João Ramalho sobre o Rio Atuba, no Bairro Alto.

O aposentado Jair Cordeiro, que reside na Rua Etelvina Maria da Silveira Coelho desde 1992, elogiou a nova estrutura.

“Ficou muito bom e mais segura que a passarela de madeira. Muita gente passa aqui todos os dias, é o caminho de professores, pais e alunos da Escola Érico Veríssimo, que fica bem perto daqui”, contou. 

O período também serviu para a implantação de cinco pontes de concreto e outras 13 pontes de madeira. Ainda foram substituídas 24 pontes de madeira.

Entre as pontes de concreto implantadas estão a do córrego Evaristo da Veiga, na Rua 25 de Agosto, no Bairro Xaxim, a da Rua Aleixo Schluga sobre o Córrego Jardim Cruzeiro do Sul, no Santa Cândida, e a da Rua Sebastião Gonçalves Pinto sobre o Rio Atuba.

Obras de grande porte diminuem inundações

Obras de grande porte como a que está em andamento na Bacia do Rio Pinheirinho e a que foi feita no Rio Barigui, já citadas, são consideradas de macrodrenagem. As intervenções são feitas nos rios e seus afluentes, dimensionadas para grandes vazões de escoamento.

As intervenções ajudam a diminuir a erosão, o assoreamento, as inundações ao longo dos fundos de vale. São serviços realizados em galerias, canalizações, perfilamento de rios, lagoas de contenção e detenção.

Entre as obras já executadas também estão a implantação de conduto forçado no Conjunto Olarias, na Rua Tito Calderari e na Rua Emílio de Almeida Torres, no bairro Campina do Siqueira, a contenção de talude no Córrego Hermes Fontes, em trecho paralelo a Rua Arthur Suplicy de Lacerda entre o Rio Barigui e a Rua Deputado Nilson Ribas, no Seminário, e a execução de bacias de  contenção e perfilamento do Rio Bacacheri, no bairro Bacacheri.

A exemplo das intervenções que estão em andamento está a implantação de bacia de detenção, alargamento e perfilamento do canal do Ribeirão do Muller, na CIC; o perfilamento das margens e do fundo do Ribeirão dos Padilhas, que alcançará mais de seis quilômetros e trará benefícios aos bairros Xaxim, Alto Boqueirão, Pinheirinho, Sítio Cercado, Bairro Novo e Ganchinho; a implantação de galerias de detenção em concreto no Rio Juvevê com estruturas de controle de vazão de água (vertedouros) e galerias celulares, no Alto da Rua XV.