Jornalista Humberto Schvabe

Em meio a polarização das posturas ideológicas capitaneadas por candidatos e partidos políticos que atendem (no e para o) poder do momento, a vida dos nossos “homens públicos” não se apresenta nada fácil. Ruim para eles, pior para nós responsáveis pelo sustento destes tantos privilegiados de nossa República.
Olha o exemplo da corrupção: ou entro na onda de defesa intransigente do 100% Moro, ou navego na nau do PT atirando contra Moro (enquanto os outros políticos não a fazem abertamente, mas vivem se articulando para derrubar as investigações da Lava Jato). Também no mesmo nível, convivemos com a dissimulada posição da turma do temeroso Temer; o andar compassado (beirando muros) dos do PSDB; as negociações dos partidos nanicos e por fim, os lunáticos e a grande maioria conduzida pelas ondas que se formam sem um horizonte claro.
Nesta corrida insana em busca do poder, suas abas ou outros meios agregados ou “agarrados” ao mesmo, parece restar pouco espaço para uma reflexão mais profunda.
Pior: tenho a impressão que não temos saída. Para onde olho só vejo o velho e dissimulado jogo de interesses, a busca insana do “melhor para mim”. Insana porque não é o normal. Este melhor para mim é alguma coisa como um “tudo para mim” e os outros que se danem.
Até quando?