Estes dias seguidos com temperaturas mínimas que já chegaram a -1°C deixaram o curitibano batendo o queixo com a indagação sobre de onde vem e que frio é esse. Mesmo entendo nosso frio como uma realidade que nos cerca não somente ao longo do ano, mas também no transcorrer dos dias com a tradicionais variações no clima, uma sequência tão longa de temperaturas tão baixas a gente não tem registro desde 1988. Lá foram sete dias. Aqui o frio parece que não quer terminar.
E isto se estende para todo o estado, o município campeão de frio, General Carneiro, no Sul do estado, chegou aos -7,1°C no dia 13 e com isto ficou com a mais baixa temperatura do ano no estado e, muito provavelmente, desde que se iniciaram as medições meteorológicas no Paraná.
De acordo com o Simepar, as mais rigorosas temperaturas negativas registradas até hoje no estado ocorreram em Palmas e Guarapuava, cidades onde os termômetros marcaram -6,8°C em 1981 e 1978, respectivamente.
Em Curitiba, a mínima histórica aconteceu em 1975, quando fez -6 °C. Na madrugada de segunda-feira, os termômetros da capital marcaram -1,3°C, segundo medição do Simepar.
Em julho de 1971, foram sete dias de temperaturas oscilando entre -3,3°C e 1,9°C. No ano seguinte, em 1972, foram três períodos de frio intenso e estendido: seis dias em junho durante os quais não fez mais do que 0,2°C; uma semana inteira em julho, com máxima de 3°C, e outros seis dias em agosto, quando a mínima foi de -5,4°C. Em 1975, houve outra sequência de dias gelados na primeira quinzena de julho e, dias depois, nevou na cidade.
A onda de frio atingiu também o restante do Paraná.

claudia pimenta        cracco        denguinho