(Aprenda sempre, independente do seu saber)
CIVILIDADE, diz o Dicionário Global da Língua Portuguesa, é o conjunto de formalidades que observam entre si as pessoas bem educadas. E quem usa constantemente os ônibus biarticulados, ou outros meios de transportes de Curitiba, a cidade da gente, como também é conhecida, ouve uma mensagem gravada ou lê no painel eletrônico, mensagens educativas e dentre elas, uma que diz de maneira bem clara: Os bancos especiais são reservados para pessoas obesas, idosas, gestantes, deficientes ou pessoas com criança de colo, e conclui: se você está usando um destes bancos, aproveite a oportunidade para oferecer seu lugar. É o Governo Municipal tentando educar o povo à distância, quando deveria fazê-lo nas salas de aulas. E como? Convocando os pais, professores e alunos para um diálogo mais amplo voltado para uma melhor formação na área educacional. As crianças devem dar os primeiros passos para a educação dentro do próprio lar. Aos colégios compete lapidá-los para os dias futuros. É lamentável e triste saber que o Estatuto do Idoso é desrespeitado abertamente e sem restrições em quaisquer lugares. Os ocupantes adultos do transporte coletivo que usam os conhecidos bancos, ao perceber que alguém da chamada terceira idade, ou outras descritas no aviso e que, está de pé ao seu lado, começam a cair num sono profundo, ou ficam medindo os edifícios com os olhares cheios de curiosidades e pensando consigo mesmas: que se danem os mais experientes na vida ou exaustos porque estou comodamente no lugar a que faço jus, considerando que paguei a tarifa. Francisco Otaviano de Almeida Rosa, poeta fluminense diz que estas pessoas são espectros de homens, não são homens e passam pela vida sem vivê-la. Os Dez Mandamentos Cívicos de Coelho Neto, deveriam ser ensinados nos cursos fundamentais e nas faculdades também. E o que mais admiro é o 4° que diz. Instrui-te para que possas andar por teus passos na vida, e transmite aos teus a instrução, que é dote que não se paga, direito que não se perde, liberdade que se não limita. Somos vítimas de uma política educacional falida de um modo generalizado. Na semana passada testemunhei em um coletivo uma mestra minha conhecida, fazendo a correção dos trabalhos das classes e, dando as respectivas notas, em pouco mais de um minuto. Ela coitada, ganha uma miséria e tem de lecionar em dois ou três turnos para sobreviver. Daí o aproveitamento das crianças, ser o mínimo possível, gerando o analfabetismo quase que em massa! Mas não se pode generalizar o excesso da má educação. Encontro pessoas sensíveis que trazem desde o berço princípios de uma educação nata. Certa vez cumprimentei um jovem que me cedeu seu lugar. Ofereci-lhe uma crônica muito especial, desejando-lhe uma boa sorte e caminhada na complexa vida. Já não temos segurança, e o serviço da saúde quase nem existe, embora os políticos atestem o contrário. O respeito desapareceu por completo e só nos resta bradar em alto e bom som: Estamos desprotegidos, inseguros e insatisfeitos. E quem nos ouvirá? Por certo ninguém!

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