Arte Antiga refere-se à arte desenvolvida pelas civilizações antigas após a criação da escrita e que se estende até o paleocristão (primeiras expressões artísticas do cristianismo), produzidas para os cristãos ou por eles.
Estilos e Civilizações
Arte Celta: Estilo característico dos povos de língua celta, na Europa(continente e, em especial, ilhas – Inglaterra, Irlanda) que se desenvolve já desde a pré-história, Idade do Bronze até a Idade Média. A experiência de celtas e escritas como ourives inegavelmente estava ligada à sua experiência como entalhadores. As pedras com entalhes de ruínas e ídolos nórdicos entre os vikings, saxões e os próprios celtas mostram sua passagem pelos diferentes assentamentos e lugares conquistados. Na Península Ibérica, a fusão de culturas, como entre fenícios, celtas, visigodos e ibéricos, além de gregos e romanos, deixou importantes amostras de escultura, como os Touros de Guisando ou a Dama de Elche. Os celtas e vikings resistiram mais às formas mediterrâneas. No entanto, graças à presença dos numerosos mosteiros, a arquitetura e as artes acabaram sendo favorecidas. Misturando pedra com madeira, construíram igrejas com telhados de pedra de duas águas, ladeados por torres cilíndricas, também de pedra, que lembram seus monumentos funerários. Com respeito à arquitetura profana, os bárbaros do norte preferiram continuar construindo suas fortalezas de madeira e barro, circundadas por paredes circulares e fosso.
Arte Germânica ou arte bárbara: refere-se à arte dos povos conhecidos genericamente como bárbaros (mongóis, vândalos, alanos, francos, germânicos e suecos entre outros) que, depois da queda do Império Romano, avançaram definitivamente sobre a Europa. Esses grupos, essencialmente nômades, não demoraram a assimilar a cultura e a religião (Cristianismo) dos povos conquistados, ao mesmo tempo que lhes transmitiam seus próprios traços culturais, o que deu origem a uma arte completamente diferente, que assentaria as bases para a arte européia dos séculos VIII e IX: o estilo românico. O fato de não possuírem um habitat fixo influenciou grandemente os costumes e expressões artísticas dos bárbaros. Era notável sua destreza naquelas disciplinas que permitiam a fabricação de objetos facilmente transportáveis, fossem eles de luxo ou utilitários. Assim, não é de admirar que tenham sobressaído na ourivesaria, na fundição e moldagem de metais, tanto para a fabricação de armas quanto de jóias, e nas técnicas de decoração correspondentes, como a tauxia(obra de embutidos de metal em aço ou ferro) ou damasquinagem (qualquer trabalho de incrustação ou marchetaria) , a esmaltação, a entalhadura e a filigrana(é um trabalho ornamental feito de fios muito fino e pequeninas bolas de metal (ouro, prata ou bronze). A escultura em pedra foi destinada à decoração de igrejas e batistérios, na forma de relevos planos,capitéis e sarcófagos, seguindo o estilo do Império Romano. A entalhadura do marfim não foi menos importante. Continuou-se com a tradição dos dípticos consulares de Bizâncio, cujas formas foram adotadas na confecção de capas de livros evangélicos e Bíblias. Sabe-se que as oficinas dos artesãos que trabalhavam com marfim eram numerosas tanto na Gália quanto na Península Itálica, devido à grande demanda de exemplares.

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