A Arte Conceitual foi iniciada nos anos 60 do século XX (1965); prevaleceu pela década de 70, o que implicou uma remodelação dos processos criativos e expressivos. Nesta arte valoriza-se mais a ideia da obra do que o produto acabado, sendo que às vezes este (produto) nem mesmo precisa existir. É bastante expressada através de fotografias, vídeos, mapas, textos escritos e performances. Não existem limites muito bem definidos para que uma obra seja considerada Arte Conceitual já que esta abrange vários aspectos tendo como intenção desafiar as pessoas a interpretar uma ideia, um conceito, uma crítica ou uma denúncia. O objetivo é que o observador reflita sobre o ambiente, a violência, o consumo e a sociedade. Esta arte é vivenciada por todos os observadores do mesmo modo ou seja, ela não possui nenhuma singularidade aos olhos de quem a vê. 

Nas décadas de 1950, a obra do artista francês Marcel Duchamp, já tinha prenunciado o movimento conceitualista, ao propor vários exemplos de trabalhos que se tornariam o protótipo das obras conceituais, como os readymades (refere-se ao uso de objetos industrializados no âmbito da arte, desprezando noções comuns à arte histórica como estilo ou manufatura do objeto de arte, e referindo sua produção primariamente à ideia), ao desafiar qualquer tipo de categorização, colocando-se mesmo a questão de não serem objetos artísticos. A arte conceitual recorre frequentemente ao uso de fotografias, mapas e textos escritos (como definições de dicionário).

Em alguns casos, alguns artistas reduzem-se a um conjunto de instruções escritas que descrevem a obra, sem que esta se realize de fato, dando ênfase à ideia no lugar do artefato. Outros, tentam, também, desta forma, mostrar a sua recusa em produzir objetos de luxo – função geralmente ligada à ideia tradicional de arte – como os que podemos ver em museus.

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