Saiba os sinais e como lidar com a “menopausa masculina”

Normalmente, a maioria das pessoas acredita que só a mulher é que tem menopausa. De fato, essa não é uma ideia completamente errada, visto que menopausa é o nome do processo que ocorre com o corpo feminino. Entretanto, um processo muito semelhante ocorre também com o homem e é chamado de andropausa.
Você tem se sentido mais cansado do que o normal? Tem apresentado uma disposição menor para o sexo? Acaba se irritando facilmente? Então, se você é homem, possui mais de 50 anos de idade e respondeu que sim para essas perguntas acima, é preciso ficar atento.
Isso porque é possível que essas mudanças físicas e emocionais, principalmente nessa faixa de idade, sejam consequência da menopausa masculina, também conhecida como andropausa, que é um processo que acaba diminuindo de forma drástica os níveis de hormônio do corpo.
Pois bem, nada disso é motivo para preocupação, pois é um processo natural. Entretanto, é preciso realizar o acompanhamento junto a um profissional da saúde.
Então, vamos saber um pouco mais sobre a andropausa,
a menopausa masculina
Mas, afinal, quais os sintomas da andropausa, a “menopausa masculina”?
Primeiramente, é importante esclarecer que a andropausa não possui características tão marcantes quanto a menopausa, que se caracteriza pelo fim dos ciclos menstruais e ondas de calor.
Entretanto, não são incomuns alguns outros sintomas, tais como fadiga, indisposição, queda de cabelos, irritação, diminuição do desejo sexual e dificuldade de ereção.
De acordo com especialistas, ainda pode acontecer uma perda da massa muscular e a diminuição dos níveis hormonais gera uma tendência a acúmulo de gordura, principalmente no abdômen.

E o diagnóstico, como é feito da andropausa?
Sem dúvidas, a melhor maneira de realizar o diagnóstico do problema é através da realização de um exame de sangue, que irá quantificar a presença do hormônio testosterona no sangue.
Isso porque é justamente a baixa nos níveis desse hormônio que irão caracterizar que o homem está passando por essa fase.
Entretanto, vale lembrar que é importante que outros exames sejam realizados, a fim de anular outras possíveis causas para a baixa da testosterona, tal como a dosagem de prolactina e a gonadotrofinas, bem como dos hormônios que estão relacionados com as funções da tireoide.
É importante lembrar que, ainda segundo Ricardo, presidente da SBEM, é a partir dos 30 anos de idade que se inicia a redução progressiva do hormônio que apresenta uma queda de 1% ao ano.
Justamente por isso que é tão importante ficar atento ao diagnóstico ao chegar próximo aos 50 anos, minimizando os efeitos dessa fase.

E o tratamento da andropausa, como é feito?
O tratamento é bem simples e visa apenas a recuperação dos níveis de hormônio que se apresentam baixos. Sendo assim, o tratamento consiste apenas na aplicação da testosterona ou na ingestão de medicamentos que estimulam os testículos a produzir esse hormônio.
A administração desse hormônio pode ser feita através de gel, injetável ou adesivo transdérmico. Consulte seu urologista.