Alertando

EditorialA novela da BR 116, uma das mais antigas promessas de duplicação que a população da região vem sentindo na pele ao longo dos últimos anos, tem um dos mais altos índices de “enrolação geral”. O principal é no trecho entre Curitiba e Fazenda Rio Grande.
Depois de muitos eventos para lançar o início da obra, algumas vezes até com máquinas, a obra vem sendo anunciada ainda nas primeiras edições da Gazeta do Bairro, há mais de 18 anos.
Se a realização de uma obra oficial é difícil, entendemos que quando ela depende do Governo Federal, fica ainda mais difícil.
Foi assim e continua assim o caminho da duplicação da BR 116, da mesma maneira que vai acontecer com o Metrô e outras “promessas” oficiais.
O maior exemplo que me vem em mente neste momento é a Rodovia Belém Brasília, sonho megalomaníaco acalentado há décadas.
Depois das tantas desculpas, quando a obra da 116 estava caminhando, a surpresa: ela ia cortar o extremo sul de Curitiba sem nenhuma passagem ou cruzamento. A reação da população, com altos e baixos foi acontecendo aos poucos até que fecharam as passagens de um bairro para outro. Assustados reagiram com mais força, parando a obra, protestando e levando surpresa a todos. Nova enrolação e uma solução definitiva, nada.
Mesmo reconhecendo, ou aceitando, a necessidade de manter pelo menos uma passagem para os moradores do Campo do Santana, Tatuquara e Cachimba, quebram o galho com um sinaleiro. Um temeroso sinaleiro que pode causar uma tragédia de um momento para outro. Caminhões enormes trafegando no sentido da Fazenda pegam um lançante, embalam para chegar mais rápido no tope do morro, se preparando para uma nova arrancada na decida em seguida, então se deparam com o sinaleiro fechado e são obrigados a parar bruscamente. E também tem aqueles que chegam no amarelo e resolvem aproveitar?
Os riscos são grandes. Por isto deixo este alerta.