A coluna do mês em curso, alega aos prejuízos causados pelo álcool no ambiente profissional, pois além dos danos pessoais e familiares, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas ocasiona a diminuição na produtividade, faltas ao trabalho, e maior probabilidade de acidentes de trabalho, entre outros. Sabe-se que houve aumento entre as pessoas que bebem, principalmente com relação ao sexo feminino, é um dos problemas mais sérios de saúde pública no Brasil, e no mundo. Sabe-se por intermédio de estudos científicos que o consumo abusivo do álcool é grande causa de desemprego, sendo o contrário também evidenciado de modo consistente, ou seja, o desemprego leva ao aumento do consumo de álcool acrescentando o risco de desenvolver abuso ou dependência alcoólica. A coluna, sem entrar no mérito dos tratamentos dados aos consumidores de álcool, que são constantemente desprezados pela sociedade e também seus familiares, que esquecem ser o álcool doença crônica, vai focar na parte relativa ao direito de trabalho do dependente alcoólico, pois o mesmo tem que ter a proteção do Estado, conforme projetos de lei, já aprovados no Senado Federal e outros. Assim é EXCLUÍDA a possibilidade de demissão no caso, estabelecendo ainda que o trabalhador só poderá ser demitido se não aceitar se submeter a tratamento médico ou psicológico para sua recuperação. A preocupação com o abuso de álcool por trabalhadores envolve diferentes aspectos, por isso obrigatório o encaminhamento de trabalhadores aos serviços de saúde, sendo necessário ainda ir mais a fundo como por exemplo: programas preventivos, tratamento farmacológico da dependência, acompanhamento psicológicos , reuniões com a família (de vital importância) do alcoólico, criações de novas Associações que possam desenvolver a auto ajuda aos necessitados, vendo pelo lado de doença , e não como , simples vagabundagem como é visto por patrões e como dito anteriormente, por familiares do doente. Estudos recentes mostram que o “estresse” tem papel importante na relação entre álcool e trabalho, sendo que os trabalhos mais estressantes (posições com maiores responsabilidades) influenciam mais o uso de álcool e transtornos relacionados, como o abuso e dependência. Por fim, a sociedade tem que mudar a visão com relação ao alcoólico, pois ele precisa de atenção, como um doente qualquer, sem contar que o fato de tomar dose padrão de 10 g a 12 g de álcool puro, o equivalente a uma lata de cerveja (330 ml) ou uma dose de destilado (30 ml) ou ainda uma taça de vinho (100ml) não torna ninguém menos ou mais profissional, menos ou mais pai de família, com certeza existe no ser humano, doenças muito piores, doenças de caráter por exemplo, mas que não tem a mesma visibilidade por parte de terceiros. Agradecemos a atenção e desejamos saúde e sorte a todos os leitores.

Luzardo Thomaz de Aquino
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